sexta-feira, dezembro 23, 2005

Um Feliz Natal!

Como esse blog está há tempos demais com o texto ultraconservador do post abaixo, escrito pelo membro da Opus Dei, Padre Jonathan, achei melhor por uma mensagem diferente. Em oposição à lenda do Papai Noel, BackWars ainda assim deseja um Feliz Natal e também uma boa temporada de caça.

quarta-feira, dezembro 07, 2005

Moda

Estava eu, há três semanas atrás, numa entrevista de emprego conjunta, daquelas onde são postas pessoas numa sala e duas mulheres começam a fazer perguntas para os entrevistados. Pois bem, foi perguntado meu gosto musical, ao qual respondi serem eles um tanto eclético. Conversa vai, conversa vem, entramos no assunto funk (não me perguntem como) e fui questionado por que não gostava de funk. Acabei por escutar uma das mulheres da empresa me falar que sua filhinha de três anos adorava funk e dançava enquanto escutava. Fiquei horrorizado, pois poderia trabalhar com ela.

Indo para casa, me perguntei o porquê realmente todos escutam funk, e cheguei à palavra chave: MODA. Tentei relembrar o que definiria essa moda e, então, lembrei da novela das oito ( que começa ás nove ) e tinha uma patricinha ouvindo funk o dia inteiro, dançando e indo a bailes funk's. Provavelmente isso teria criado essa moda, mas me pergunto se sempre as pessoas a seguiram. A resposta: sim! Nos anos noventa a moda era Dance e Techno, raves enormes, muito néon e gente bonita dançando. Na época dos meus catorze anos, surgiram as “boy bands”, e era aquela febre nos colégios ouvindo os "Backs", o Five e o N'sync. Felizmente, passou rápido, e fomos para o reggae. Verão chegando, todo mundo de verde, amarelo e vermelho dizendo amar o "Bob", alguns sem sequer saber muita coisa (procuraram no Google). As férias foram isso: a mulherada dando em cima dos "Bobs", e eles com seus rastas sem lavar a dias se achando a última bolacha do pacote. Passamos dessa fase e adentramos o ano ouvindo Bonde do Tigrão e suas variáveis, mas que felizmente duraram apenas o verão. E então vieram os rappers. Nossos amigos "Bobs" se tornaram "Eminems" e "50cents" da noite para o dia: todo mundo passou a virar "mano" e usar roupas parecidas. Era o caos? Não, era a Moda! Passamos um bom longo ano ouvindo os “Manos” e para ajudar vendo filmes como "Mais velozes e mais furiosos", que ensinaram a eles que "Tunar" carros era legal. Então começamos a ver os "Manos" andando na rua com seus carrinhos ouvindo rap num volume não muito aceitável. Então veio a desgraça (motivo do inicio deste artigo): o funk. Juro que não acreditei quando liguei a TV um dia e vi um travesti loiro intitulado "Lacraia" rebolando e sendo aplaudido, enquanto um homem, intitulado "MC Serginho" (já sabia que não era um lanche) cantava letras que, no mínimo, deveriam ser proibidas, como a "Eguinha pocotó" e suas derivadas. O ápice foi quando passei pela sala duas semanas depois e vi num desses programas de auditório o concurso "Eguinha pocotó", onde mulheres seminuas dançavam vestindo “tomara-que-caia” para serem eleitas a "Eguinha pocotó" do programa. Admito que eram lindas e foi um prazer olhá-las dançando vendo seus seios saindo da blusa , os quais elas tentavam por de volta; mas fiz isso com a TV no mudo. Então veio a novela, com suas personagens dançando funk em bailes, o que, acho, alastrou a moda e fez surgirem MC's da moita, apenas botando um ritmo numa letra "meia-boca", chamando umas "tchutchucas" para dançar e formando um "Bonde".

Acho que a moda sempre estimulou e vai estimular a maioria. A mídia emprega o que quer, alguém define o que vai fazer sucesso, isso vai para a novela e , pronto, temos nossa Moda sendo feita. Talvez aquela propaganda da MTV: "Desligue a TV e vá ler um livro" seja a melhor, pois atualmente desligar a TV tem sido um descanso, não só pelos programas de nível praticamente inaceitável mas também por esse excesso de gente bonita e sem cultura querendo ditar a moda, e outro excesso de ignorantes querendo copiar. Ao invés de fazer um protesto ou algo parecido, resolvo transformar meus pensamentos em artigos; ao menos eu me divirto escrevendo e não vendo tantas bobagens. A propósito, será que se eu vender minha TV, consigo comprar uma bicicleta? Quem sabe...