segunda-feira, novembro 28, 2005

Inteligência Google

Você chega no colégio em plena quinta-feira, um dia para o fim de semana, combinando futebol e cervejada com os amigos quando aparece aquele professor e larga a frase: "Trabalho para semana que vem!". Pronto, os planos por água abaixo. Noites estudando e fazendo resumos. Então você lembra daquela ferramenta mágica, aquela a que você sempre recorreu nas horas de maior desespero (não, não é sua mãe): o Google. Rápido como uma raposa, você digita o trabalho nele, abre os dois primeiros links, copia o conteúdo e pronto, um fim de semana ganho e de quebra uma notinha a mais no fim do bimestre. O assunto do trabalho pouco importa, pois você já tem sua nota garantida e agora quer mais é beber e aproveitar o fim de semana.

Imagino quantas vezes isso já não aconteceu com alunos de colégio e curso técnico – onde esse tipo de pesquisa ainda é aceitável. Me preocupo com o que está sendo criado a partir disso. Antigamente, não existia google; as pessoas procuravam em livros, liam a matéria, resumiam, e mesmo não querendo, acabavam aprendendo só pelo fato de copiar. E claro, ainda tinha os conhecidos NERDs, que além de lerem N livros, ainda buscavam mais; eles não copiavam e sim tentavam entender o que estavam falando e algumas vezes até embaraçavam o professor com seus trabalhos. Mas isso não acontece mais; temos hoje em dia o nosso grande amigo Ctrl + C/Ctrl + V que, como num passe de mágica, transfere todo o conteúdo de qualquer site para o Word e pronto, um 10 em menos de 10 minutos.

Ou ainda mais, quando você começa uma discussão em algum fórum on-line, ou MSN mesmo, é onde mais vemos a "inteligência Google" entrar em ação. Você entra num post onde o assunto é informática, Segunda Guerra ou qualquer outro e sempre - digo SEMPRE - haverá pessoas que digitaram o assunto do post no Google, deram uma lida e pronto, se acham um expert no assunto e vão postar, dando uma de "peixe-grande" no fórum. Felizmente, quem realmente entende do assunto e estuda para isso, reconhece um post desses, e simplesmente ignora.

O que assusta é a geração que está sendo criada; uma geração que não gosta de estudar, uma geração que não procura saber, mas sim copiar o que está pronto. Pode não parecer ruim agora, pois é um simples trabalhinho de colégio, mas esses googlemaníacos, esses alunos que não gostam de estudar, essas pessoas de mentes preguiçosas, serão nossos futuros profissionais - e ai meu amigo - é onde se separam os homens dos guris.

Espero que com o a informática nesse avanço, com o PC popular chegando e os preços de banda larga baixando, os pais tomem consciência de que o método educacional deve mudar; eles devem influenciar e mostrar para os filhos que o computador é uma ferramenta de estudo, e não de trabalhos prontos que não deve ser usado para apenas copiar textos e sim, ler, reler e entender ao invés de copiar os dois primeiros links achados no google, que - por sinal - renderam um zero para o amigo do inicio do texto, aquele que abriu os dois primeiros links, como metade da turma inteira fez e recebeu um belo zero por trabalho copiado.

quinta-feira, novembro 17, 2005

A Guerra de Um Homem contra Hitler

Ao longo da década de 30, diversos artistas do mundo todo e principalmente da Alemanha manifestaram seu repúdio a Hitler e ao nazismo através das artes. A forma de expressão mais comum da época foram as tiras de jornais ou ilustrações de revistas.

Dentre o grupo todo, o que mais se destaca e merece de forma inconteste o título de inimigo número um de Hitler é John Heartfield. Através de pinturas, ilustrações, caricturas e principalmente fotomontagens, Heartfield atacou impunemente Hitler, seus asseclas e o nazismo durante todo periodo de existência do III Reich.

Nascido em Berlin, em 19 de junho de 1891, Heartfield teve uma infância um pouco conturbada, basicamente por causa dos problemas políticos enfrentados pelos seus pais, o escritor socialista Franz Herzfeld e a ativista política Alice née Stolzenburg. Os envolvimentos políticos de Franz e Alice obrigaram-os a migrar para a Suíça, deixando Heartfield e seus três irmãos com um tio.


Desde cedo Heartfield demonstrou um dom para as artes. Desde então, seu estudo foi direcionado para essa área. Em 1908, ele mudou-se para Munique para estudar na Köngliche-Bayerische Kunstgewerbeschule (Escola Real de Artes Bávara), onde conheceu Albert Weisberger e Ludwig Hohlwein, duas pessoas que influenciaram a obra de Heartfield.

Quando a Primeira Guerra Mundial eclodiu, Heartfield morava em Berlin. Serviu como soldado até 1915, quando fingiu um colapso nervoso e conseguiu baixa do exército. Seu irmão, Weiland, viria também a ser desligado do exército por insubordinação. Livres do serviço militar, os irmãos passaram a viver em Berlim, onde passaram a manter uma amizade maior.

Em 1916, uma forte campanha anti-britânica tomava conta da Alemanha, onde lemas como "Deus ataque a Inglaterra" e "Que Deus puna a Inglaterra" eram usados. Em protesto á isso, Heartfield mudou seu nome de nascença, juntamente com diversos amigos seus. De Helmut Herzfeld - seu nome de nascença - ele mudou para Jonh Heartfield, nome pelom qual ficou conhecido.

Terminada a guerra, Heartfield passou a ter um engajamento político maior. Juntou-se ao Clube Dada de Berlim e ao Partido Comunista Alemão (KPD), apoiou um protesto geral contra a morte de Karl Liebknecht e Rosa Luxemburg que lhe custou o emprego no Serviço Militar de Filmes Educacionais e teve seu jornal banido pelo governo local, indo, então, juntar-se a seu irmão e a George Grosz no Die Plaite - famosa revista política.

Ao longo da década de 20, o envolvimento político de Heartfield só viria a aumentar, normalmente tomando parte em diversas publicações comunistas, fazendo uso "da fotografia como arma", segundo dizia. De 1931 a 32, Heartfield permaneceu na Rússia, onde ajudou a estruturar diversos jornais comunistas.

Com a ascenção de Hitler ao pode em janeiro de 1933, Heartfield se viu obrigado a sair da Alemanha, indo parar na Tchecoeslováquia. De 1933 à 38, participou ativamente de dois encontros anuais de caricturas, em Manes, onde ele se esforçou em especial em atacar Hitler e fazer de tudo para abalar as relações diplomáticas existentes entre a Alemanha e a Tchecoeslováquia, o que, de fato, ele conseguiu.

Após a ocupação dos Sudetos, temendo a ocupação total dos nazistas, teve de sair emigrar novamente, dessa vez indo achar abrigo na Inglaterra. Lá chagando, publicou algumas de suas melhores obras na exposição intitulada A Guerra de Um Homem contra Hitler. Com o recrudescimento das hostilidades na França e o envolvimento final do Reino Unido, Heartfield foi internado em um campo de imigrantes por ter ascendência germânica. Em Lutton, Huyton, and York - os campos onde permaneceu - sua saúde declinou drásticamente e a partir de então seu quadro só viria piorar.

Em 1948, ainda vivendo na Ingleterra, Heartfield recebeu o convite da Universidade de Humbolt, na Alemanha Oriental, para ser professor. Com a ajuda de seu irmão, Wieland e seu antigo amigo Berrolt Brecht, ele se mudou para Leipzig. Anos depois, começaria, através da inciativa de Stefan Heym, o reconhecimento oficial da Alemanha com as obras de Heartfield e sua trajetória de luta contra o nacional-socialismo. Em 1956, foi eleito membro da Academia Alemã de Artes e aos poucos sua obra foi sendo retomada. Em 1957, ocorreu a Heartfield und die Künst der Fotomontage(Heartfield e a Arte da Fotomontagem na Akademie, em Berlin, onde os melhores trabalhos foram expostos.

A despeito do seu estado de saúde regular, Heartfield continuou na ativa, indo, inclusive, viajar para a China. Em 1964, após anos de espera, seu nome adotado em protesto na Primeira Guerra foi reconhecido. Viria a falecer em 1968, com 77 anos de idade.

Obras de John Heartfield (para associar o título, posicionar o cursor do mouse em cima)

The Cross was not Heavy Enough
Adolf, the Superman: Swallows Gold and Spouts Junk

Goering, The Executioner of the Third Reich

Don't be Frieghtened, He's a Vegatarian

Heil, Hitler!

The Murderer's Crucifix

Millions Stand Behind Me

Blood and Iron

War

The Thousand Year Reich

sexta-feira, novembro 11, 2005

Um processo imbecilizante chamado vestibular

Escrevo esse artigo em uma sexta feira, após completar aproximadamente dez horas de estudo na semana somente sobre geometria analítica. Foram 193 exercícios de toda minha apostila, somado a mais alguns exemplos feitos em aula e mais outras questões de vestibulares anteriores.

Ao longo da semana, estudei também zoologia e o Reino Animalia, desde as características gerais de cada filo até os detalhes mais avançados, como a glândula uropigiana presente nas aves e a importância da linha lateral para o peixe. Outro tema que tratei de estudar foi a formação geológica do Rio Grande do Sul e também eletrólise, com foco na eletrólise aquosa.

Todo esse estudo está sendo feito para o vestibular de 2006 da UFRGS, onde meus conhecimentos serão testados. Junto comigo, aproximadamente 3000 candidatos estarão competindo por apenas 140 vagas.

O mais curioso de tudo é o curso que disputo. Não se trata de nenhuma área biológica, bem como dista anos-luz de qualquer matemática. Da mesma forma, sequer conhece a química e da física pouco houve falar. Trata-se do Direito.

É simplesmente broxante estudar um milhão de coisas sabendo que não vai usar quase nada disso. E o que você realmente precisa no Direito, que seria, partindo do vestibular, História, Português, Redação e alguma geografia política representam uma pequena parte de todo o desempenho, ofuscada por aprofundamentos extremamente avançados em física, matemática e química.

Muito se argumenta que embora a pessoa não vá mais usar o conhecimento adquirido, é necessário que ela seja testada de forma ampla, avaliando sua capacidade cognitiva. Ou seja, estaria aprendendo por aprender, apenas para ser avaliado nesse quesito. De fato, não discordo disso; acho válido, no entanto, isso deve ser usado com moderação. As coisas têm chegado a níveis imbecilizantes de testar o candidato, apelando para formas de avaliação patéticas.

Um exemplo disso é usar sinônimos inimágináveis para coisas triviais. Em uma questão de química, arrotar foi denominado eructação. Em reações eletroquímicas, ao invés de se acumularem em placas, os átomos evoluiriam e o singelo plano cartesiano vira sistema ortogonal de retas. Enfim, por ae seguem as empulhações que acabam tornando tudo uma questão de decorebas.

O pior disso tudo é que o processo avaliativo acaba não selecionando totalmente os melhores. Muitos professores já comentaram isso em aula: todo ano uma penca de pretendentes às vagas de humanas deixa de cursar uma faculdade por não dominarem noções de exatas, o que é um absurdo.

Mas mesmo eles não tem noção do processo todo. O vestibular que nossos professores prestaram foram para os cursos pouco concorridos que são as matérias do currículo escolar, como matemática, física, química, história, biologia, etc. Quem passa nos cursos mais difíceis como medicinas, odontos, direito, ciências da computação, nunca vai acabar dando aula em cursinhos.

No Brasil existem inúmeras faculdades focadas nas áreas das exatas que não tem no seu vestibular provas de História, Literatura, Geografia, Biologia, etc. É óbvio: a um engenheiro esses conhecimentos são desnecessários. No entanto, o oposto não ocorre: as aáreas humanas são penalizadas com um conhecimento de exatas que só atrapalha na hora da avaliação.

Ao invés de aprimorar o vestibular ou melhorar o ensino básico(como alegam as bancas se defendendo do mau desempenho dos pretendentes), a solução disso tudo é simplesmente aumentar as vagas das universidades públicas ou pagar a faculdade de quem se propõe a se formar no ensino superior. Provas dispostas a selecionar um número gigantesco de pretendentes para um ínfimo número de vagas só beneficia os mais ricos, que tem dinheiro para estudar a vida toda em uma universidade particular e ao fim, cursar um pré-vestibular caríssimo que vai lhe permitir passar na prova.

Quem enriquece mesmo são os donos de cursinho. Sequer o ensino médio ou a educação em geral se beneficia desse proceso. Quem consegue passar no fim acaba achando justa toda essa avaliação e acaba apoiando a perpetuação de um sistema extremamente elitista.

Milhares de pessoas deixam de fazer faculdade por que, sendo barradas às universidades que deveriam ser publicas, acabam tendo que cursar universidades particulares muitas vezes caras e de baixa qualidade. Como a maioria não tem dinheiro para isso, acaba não cursando nada e ficando à margem do mercado de trabalho.

Quem resolver criticar essa situação será chamado de recalcado, pois não passará de um frustrado incompetente que, não tendo inteligência o suficiante para passar na avaliação, acaba se voltando contra a avaliação.

E tudo continua na mesma...

domingo, novembro 06, 2005

A Hierarquia do Alfabeto o outras nulidades

Ao pensar em escrever esse pequenito(era para ser, cresceu demais) texto, eu tinha apenas um objetivo em mente, que era versar sobre a ordem - por vezes injusta - das letras dispostas no alfabeto. Observando o uso das letras, bem como a frequência com que elas aparecem a quem escreve, sera interessante propor uma mudança. Esse assunto, de extrema importância para a vida nacional, certamente seria aceito com os mais calorosos vivas no Congresso Brasileiro, onde, na verdade, os políticos já discutem há anos o tema usualmente falando "Questão de Ordem, Sr. Presidente".

No entanto, ao imaginar o início desse texto, espontaneamente me veio à mente introduzir a primeira linha com um "Cá estava eu a pensar...". De fato, não sei por que acabei pesnando nisso, nem sei por que sempre que queremos divagar, usamos expressões dos nossos colegas portugueses. Não deixa de ser uma posição cínica, pois um lado gargalhamos com piadas dos lusos, e por outro, copiamos suas expressões para dar alguma seriedade ou passar a idéia de divagar com erudição nas letras, exatamente como eu queria fazer há pouco.

Aliás, divagar parece ter se tornado uma moda, um charme, ou mesmo um vício em começar um texto se propondo a falar de algo importante e ir-se perdendo aos poucos, de leve, para então chegar ao clímax do texto, que teria como assunto principal, simplesmente nada(de importante). Para quem escreve, divagar é otimo, afinal, divagando como estou agora, não preciso falar nada de importante mesmo.

Enfim, voltando ao assunto da ordem das letras, considero-a injusta, ao menos para o idioma português. O exemplo mais gritante é a posição do K no que se poderia considerar a elite das letras. Ao contrário dos seus nobres pares que lhe antecedem, o K só tem algumas funções de pouca importância, como servir de variável K em equações matemáticas onde X e Y já estão ocupados, ser usado em keynesianismo ou começar algum infeliz nome próprio, com a exceção de Kátia, que é legal. Pode-se argumentar que, com o furacão Katrina, o K tenha ganho importância, mas essa fama é tão passageira quando o furacão em si.

Seguindo minha catilinária, agora me volto contra o J, par indefectível do K. Com certeza deve haver alguma ligação entre esses dois intrusos, talvez uma clara ligação de nepotismo: o K, aspirante da política alfabética, emprega o J, seu poderosíssimo amigo(afinal, Jesus lhe dá um belo cacife), próximo a ele, para se passarem de normais em meio à elite das letras para cada vez mais se diferenciar do rebotalho que habita as últimas posições.

O ataque das letras mal intencionadas é barrado no G(de Guilherme, evidente), onde o H, outro safado, ficou parado. Devo, no entanto, elogiar certos posicionamentos, como o U, que além de soar mal educado, usualmente acaba sendo afonético. As posições do L, M, N, O e P, também, merecem muitos elogios, pois não estão nem muito na classe alta, nem pertencentes ao nível inferior, sendo, portanto, a classe média do alfabeto, normalmente taxada com muitos impostos, como pagar taxa de perna extra ao N para preceder o P.

Está aí, portanto, um importantíssimo debate, como revisar a ordem das letras, sempre divagando sobre, ora misturando assuntos, ora levantando acusações levianas contra as pobres letras. Ou seja, debater tudo, menos o assunto em questão...que é qual mesmo? Ah, sim, os portugueses. Por falar neles, cá estava eu a pensar...

sexta-feira, novembro 04, 2005

Luz às trevas

Bueno, aqui vou contestar algumas tolices ditas por fóruns afora por pessoas que adoram tirar conclusões precipitadas (ou tendenciosas).

Em negrito estão as colocações equivocadas. Depois vem a minha parte.

Polônia: depois que mais 30.000 civis alemães foram vítimas de perseguições e de centenas de violações de fronteira por parte dos poloneses e diante do impasse do corredor polonês além da informação de que o exército polonês pretendia invadir Berlin com sua cavalaria (?!) Hitler atacou aquele país, dando início à II GM. A isso, diz-se que Hitler INVADIU a Polônia.

Não há nenhum trabalho ou estudo históricamente reconhecido que aponte evidências documentais suficientemente relevantes para se chegar a conclusão de que haviam perseguições sistemáticas sendo tocadas contra cidadães alemães.

Além disso, a área reclamada pelos alemães era jurisdição da ONu e a reclamação para tal deveria ser feita.

No entanto, os protestos alemães não assumiram nenhum caráter formal com força diplomática(nem contra a ONU nem contra a Polônia) e só tomaram força anos depois, quando queria se achar uma justificativa plausível para a invasão da Polônia.

A questão é que Hitler queria invadir a Polônia e precisava de uma desculpa. Tanto é que a causa oficial foi um "pronunciamento" polônes contra a Alemanha, que foi feito, na verdade, pelos próprios alemães.

As ameaças de os Polôneses invadirem Berlim constavam em jornais - normalmente em tiras - e não representavam uma posição(nem disposição) oficial(ou não-oficial) do governo polones. Pelo contrário, a mobilização as forças polonesas se deu a partir da informação de que a própria Alemanha concentrava nas suas fronteiras sua Força Armada.

A própria ordem de invadir foi dada e horas depois cancelada várias vezes, e em diversas situações ocorreu de muitas tropas de vanguarda não terem sido informadas do cancelamento e seguir em diante, entrando em combate com as forças poloneses, alertando-as.

Portanto, a Alemanha INVADIU sim a Polônia sem motivo justo algum.

Bélgica: após a declaração de guerra dos Franceses e dos Britânicos em conseqüência do ataque à Polônia (os três países tinham um pacto de cooperação militar que NUNCA foi cumprido), a Alemanha, tendo a Linha Maginot pela frente, simplesmente a contornou pela Bélgica e pegou os franceses com as calças na mão. A isso, diz-se que Hitler INVADIU a Bélgica.

Nada menos que o Grupo de Exércitos B(von Bock) inteiro entrou na Bélgica. É o equivalente(em média) a 500.000 soldados e uns 1500 AFVs.

URSS: chegamos ao ponto ! Depois de tomar todas as precauções com o ocidente, Hitler finalmente pode se concentrar na URSS, que já tinha invadido a Polônia e tinha mais de 100 divisões concentradas na fronteira, além de outras 400 que os russos chegaram a ter. Ambos os países tinham um pacto de não-agressão (mais ou menos um pacto entre a raposa e a galinha), e Hitler, sabendo dessa guerra longamente prevista desde os tempos de Nietzsche, atacou primeiro, pra forçar que as batalhas fossem travadas nas estepes e lodaçais da URSS, em vez das largas e pavimentadas ruas da Alemanha, que seria o paraíso pras divisões motorizadas inimigas. A isso, diz-se que Hitler INVADIU a URSS...

A URSS invadiu a Polônia com a anuência alemã, combinada anteriormente. A URSS não teria condições, não tão cedo, de invadir a Alemanha. Mesmo assim, nada justifica o ataque, rompendo um acordo escrito e assinado.


Da mesma forma que Israel atacou o Egito pra não ser atacado, outros já fizeram isso, MAS, Israel foi "inteligente" e a Alemanha foi "imperialista" :roll:

As situações são totalmente diferentes. As motivações são totalmente diferentes. O contexto é totalmente diferente.

Querer comparar as duas situações é querer direcionar o raciocínio para uma lógica equivocada, a de que as invasões alemãs foram justas da mesma forma que as de Israel foram.